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Especialistas analisam as perspectivas do trabalho no mundo contemporâneo

Apr 22, 2015

Em meio a um momento de grande agitação social no Brasil e no mundo, quando os símbolos do capital e suas relações de trabalho são questionados pelas manifestações populares, a comemoração internacional do Dia do Trabalho, em 1º de maio, configura-se como momento oportuno para repensarmos as condições de trabalho na atualidade. Vários títulos da EdUFSCar abordam justamente a questão.

A coletânea Outras sociologias do trabalho: flexibilidade, emoções e mobilidades (357 páginas, R$ 48,00) organizado pelo sociólogo e professor titular da UFSCar, Jacob Carlos Lima, reúne artigos sobre a mobilidade do capital e as novas relações de trabalho no contexto da globalização. Temas como a instabilidade, as (faltas de) perspectivas de futuro, os deslocamentos espaciais e temporais, os novos espaços produtivos, as carreiras possíveis, a mobilização das emoções e os significados atribuídos ao trabalho se constituem em objetos das pesquisas apresentadas, borrando as fronteiras entre mundos do trabalho e mundos da vida.

Ruralidades Os artigos de Ruralidades, trabalho e meio ambiente: diálogos sobre sociabilidades rurais contemporâneas (236 páginas, R$ 38,00),  organizado por Rodrigo Constante Martins, lançam novos olhares sobre as ruralidades contemporâneas. Desde a década de 1980, a discussão sobre o estatuto do mundo rural tem revelado novas possibilidades de leitura sobre as sociabilidades no campo. Esgotada a tese acerca da industrialização e/ou urbanização do mundo rural, o viés evolucionista intrínseco a tais abordagens cedeu espaço a uma multiplicidade de leituras sobre fenômenos cujas dinâmicas revelavam-se para além do então chamado mundo agrícola. Duas dimensões importantes de análise – relativas ao trabalho e à questão ambiental – vêm sustentando a disseminação de novos enfoques nos estudos rurais. 

O governo das desigualdadesInspirado nos últimos seminários de Michel Foucault, da década de setenta, e nas teorias de Gilles Deleuze e Félix Guattari, o filósofo italiano Maurizio Lazzarato busca em O governo das desigualdades: crítica da insegurança neoliberal (93 páginas, R$ 29,00) acompanhar os novos mecanismos de poder vigentes no contexto neoliberal. Mas não o faz apenas teoricamente. Parte da luta concreta dos trabalhadores intermitentes no setor de espetáculos, que até então gozavam de proteção social condizente com o caráter descontínuo de sua atividade. A partir do estudo dessa categoria aparentemente secundária, revela uma tendência crescente do próprio trabalho no capitalismo atual: a não distinção entre tempo de trabalho e tempo de lazer, a alternância entre trabalho e não trabalho, a precarização do emprego, o lugar da invenção e da criatividade, dentre outros aspectos.

Operários sem patrãoEm Operários sem patrão (171 páginas, R$ 21,25), a socióloga Lorena Holzmann relata a transferência de comando de uma empresa capitalista para o cooperativismo. O objeto de estudo é a indústria Wallig, do Rio Grande do Sul, que vivenciou um declínio nos anos de 1981 a 1983. Para evitar o fechamento, os trabalhadores formaram duas cooperativas, uma de fundição e outra de mecânica, e alugaram as instalações da massa falida para prosseguir as operações da antiga empresa. A apresentação do livro foi escrita por Paul Singer.

MigrantesOrganizada por José Roberto Novares e Francisco Alves, a obra Migrantes: trabalho e trabalhadores no Complexo Agroindustrial canavieiro (314 páginas, R$ 35,00) traz uma pluralidade de abordagens sem a pretensão de apresentar um esquema explicativo único e fechado. Este livro tem uma unidade: o entendimento de que o trabalho e o debate acerca de suas condições atuais e perspectivas futuras continuam tendo centralidade para a compreensão de toda a dinâmica social neste século que se inicia.

Velhos Trabalhos, Novos DiasVelhos trabalhos, novos dias: modos atuais de inserções de antigas atividades laborais (402 páginas, R$ 30,00), organizado por Izabel Cristina Ferreira Borsoi e Rosemeire Aparecida Sopinho, aborda o Brasil pelo trabalho a partir dos contrates e diversidades presentes no cotidiano dos trabalhadores brasileiros. Potencializados através de pesquisadores com as mais diversas formações e seus comprometimentos com suas realidades locais e regionais, esta obra também traz em seus capítulos as formas de assalariamento e a construção de relações autogestionárias, que também fazem o leitor pensar sobre as possibilidades e os limites de levarmos em conta, efetivamente, as pessoas no trabalho. 

Índice de Capacidade para o TrabalhoPublicada originalmente na Finlândia, Índice de capacidade para o trabalho (59 páginas, R$ 16,00), de autoria de Kaija Toumi, Juhani Ilmarinen, Antii Jahkola, Lea Katajarinne e Arto Tulkko, se configura como um instrumento utilizado em Serviços de Saúde Ocupacional e áreas afins. Pode ser utilizado, junto com exames clínicos de saúde, como um dos métodos de avaliação do próprio trabalhador ou trabalhadora sobre sua capacidade para o trabalho. Podendo ser aplicado desde o ingresso na força de trabalho, o ICT tem prognosticado, de forma confiável, mudanças na capacidade para o trabalho em diferentes grupos ocupacionais. Mostrou-se significativo para o Brasil em razão do acelerado envelhecimento da população e das consequências negativas observadas tanto na inserção quanto na manutenção e nas condições de saúde dos brasileiros com mais de 30 anos. 

Mais informações sobre os livros da EdUFSCar estão disponíveis no site www.editora.ufscar.br

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