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A Amazônia profunda na visão de um explorador alemão no início do século XX

Mar 09, 2006

No dia 27 de maio de 1911, o etnógrafo alemão Theodor Koch-Grünberg chega ao porto de Manaus. Suas impressões não são favoráveis: a modernização, com seus longos armazéns e pontões nos quais desembarcam com comodidade os passageiros dos transatlânticos prejudicou o “antes tão encantador panorama da cidade, que se elevava suavemente, cercada de verde fresco”. Inicia-se uma série de anotações que apenas terminarão na Venezuela em 1913. Do Roraima ao Orinoco é, antes de tudo, um relato de viagem pelos profundos da Amazônia escrito em uma prosa leve, de leitura prazerosa, que a Editora UNESP e o Instituto Martius-Staden acabam de lançar. Primeiro de uma série de três volumes, traz os relatos da viagem empreendida pelo alemão Theodor Koch-Grunberg pela região norte do Brasil e Venezuela nos anos de 1911 a 1913, com reprodução de fotografias originais do autor.

A Amazônia profunda na visão de um explorador alemão no início do século XX

A Amazônia profunda na visão de um explorador alemão no início do século XX

LANÇAMENTO EDITORA UNESP/ INSTITUTO MARTIUS-STADEN

No dia 27 de maio de 1911, o etnógrafo alemão Theodor Koch-Grünberg chega ao porto de Manaus. Suas impressões não são favoráveis: a modernização, com seus longos armazéns e pontões nos quais desembarcam com comodidade os passageiros dos transatlânticos prejudicou o “antes tão encantador panorama da cidade, que se elevava suavemente, cercada de verde fresco”. Inicia-se uma série de anotações que apenas terminarão na Venezuela em 1913.

Do Roraima ao Orinoco é, antes de tudo, um relato de viagem pelos profundos da Amazônia escrito em uma prosa leve, de leitura prazerosa. Há passagens pitorescas: “Mönekaí agarrou um pequeno jacaré vivo. Amarramos uma corda em seu pescoço, e agora ele vira de um lado para o outro, como um mastim mordedor, tentando morder a barriga da perna de qualquer um que ouse se aproximar dele”. Outras, dão a dimensão dos perigos da aventura: “o barco grande em que Schmidt viaja se enche de água. Não afundou por um triz. Toda a farinha e o sal, o teodolito e outros instrumentos estariam perdidos”. Sem esquecer o grande incômodo que representam carrapatos, bichos-do-pé, mosquitos, sarna: “muito mais importuno do que cobras e predadores, que sempre aparecem sozinhos e só incomodam se, acidentalmente, entramos em contato com eles, é um exército de inimigos minúsculos dos quais não podemos nos defender”.

E há a importância científica. Na Alemanha, as expedições de Koch-Grünberg chamam a atenção de seus conterrâneos e demais europeus para um potencial de expressão estética até então não compreendido. Além, é claro, do valor intrínseco de seus relatos não só para a etnologia, mas também para a geologia, geografia, lingüística e antropologia. No Brasil, sua obra contribui ainda para uma nova formação do imaginário nacional, levando Mário de Andrade a descortinar a “essência do brasileiro”, resultando na obra-prima Macunaíma e na idéia de identidade brasileira como parte de um processo de miscigenação.

Do Roraima ao Orinoco traz ainda um rico acervo de imagens captadas durante a expedição de 1911-1913 e disponibilizadas pela Universidade  de Marburg para esta edição brasileira. Fruto da parceria da Editora UNESP com o Instituto Martius-Staden, e patrocínio da MWM International, este lançamento contribui simultaneamente para o fortalecimento dos laços do Brasil com a Alemanha e a divulgação de uma obra valiosa, tanto cultural como cientificamente, que recebe aqui sua mais completa versão em português, o primeiro volume de um total de três a serem publicados.

Título: Do Roraima ao Orinoco
Autor: Theodor Koch-Grünberg
Tradutor: Cristina Camargo Alberts
Número de páginas: 376
Formato: 20 x 25cm
Preço: R$ 130
ISBN: 85-7139-640-X
Data de publicação: 2006

Instituto Martius-Staden
Rua Itapaiúna, 1355
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Os livros da Fundação Editora da UNESP podem ser adquiridos pelo site: www.editoraunesp.com.br

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