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O pensamento de Lacan na trajetória da dialética no século XX

Mar 03, 2006

Vladimir Safatle busca identificar, em A Paixão do negativo - Lacan e a dialética, lançado pela Editora UNESP, as marcas da filiação de Lacan à tradição dialética hegeliana, que ele próprio negava categoricamente. A aposta de Safatle é entender a experiência intelectual lacaniana como desdobramento da tradição dialética hegeliana em seu ponto de autocrítica. Um exercício filosófico provocante, que visa evidenciar um capítulo da trajetória da dialética no século XX que ainda que encontra inacabado.

O pensamento de Lacan na trajetória da dialética no século XX

O pensamento de Lacan na trajetória da dialética no século XX

A Paixão do negativo – Lacan e a dialética busca as marcas de uma filiação do autor francês à tradição dialética de orientação hegeliana. Tanto no encaminhamento da experiência intelectual de Jacques Lacan quanto na prática que ela instaura, Vladimir Pinheiro Safatle se aprofunda em uma das experiências fundadoras da modernidade filosófica, analisando impasses da tradição crítica do racionalismo moderno.

Não se trata aqui de perguntar se Lacan foi hegeliano (ele mesmo negava categoricamente esta filiação), mas de resgatar o diagnóstico do pensador alemão a respeito da decomposição da razão moderna sem ter que necessariamente aceitar o seu sistema filosófico. A questão é ainda mais significativa quando lembramos que a imagem de Lacan como um militante do anti-hegelianismo se insere no complexo movimento de ruptura do pensamento francês contemporâneo “com motivos vinculados ao primado da noção moderna de sujeito e a uma teoria da negatividade do desejo, difundida na França sob o patrocínio de Hegel”. Ruptura esta que abriu caminho para a hegemonia do “pós-estruturalismo”. A aposta de Safatle é entender a experiência intelectual lacaniana como desdobramento da tradição dialética hegeliana em seu ponto de autocrítica.

Como salienta Monique David-Ménard na introdução de A Paixão do negativo – Lacan e a dialética, o pensamento de Vladimir Safatle “se abre para uma nova avaliação do lugar da psicanálise nas sociedades que absorveram sua pertinência, e ele fornece um futuro à tradição de filosofias saídas de Hegel". Tal releitura termina “insistindo em uma semelhança de família inesperada entre a dialética em operação na prática clínica lacaniana e aquela que encontramos em Theodor Adorno – um filósofo também tributário de Freud, Hegel e de uma reflexão demorada sobre a práxis (não clínica, mas estética)”. Um exercício filosófico provocante que visa a evidenciar um capítulo da trajetória da dialética no século XX que ainda se encontra inacabado.

Sobre o autor – Vladimir Pinheiro Safatle é professor do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo e um dos coordenadores do Laboratório de estudos em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (Latesfip/USP). Doutor em Filosofia pela Universidade de Paris VIII, ex-encarregado de cursos no Collège International de Philosophie e professor-visitante da Universidade de Paris VII, ele é organizador de Um limite tenso: Lacan entre a Filosofia e a Psicanálise (Editora UNESP, 2003) e co-organizador de O tempo, o objeto e o avesso: ensaios de Filosofia e Psicanálise (Autêntica, 2004).

Título: A Paixão do negativo – Lacan e a dialética
Autor: Vladimir Pinheiro Safatle
Número de páginas: 336
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 40
ISBN: 85-7139-639-6
Data de publicação: 2006

Os livros da Fundação Editora da UNESP podem ser adquiridos pelo site: www.editoraunesp.com.br

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