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A versatilidade da carreira do produtor editorial

Nov 12, 2008

De fazedor de livros e impressos, hoje o mercado precisa de um transformador de linguagens.

É muito comum a associação da carreira de produtor editorial ao profissional que faz livros, impressos, com muitas páginas e dê preferência com cara de velhos e empoeirados. Falando assim parece mesmo uma atividade sem graça e sem glamour. Vamos mudar o enfoque e divulgar o que é correto: que tal associar a atividade do produtor editorial como um profissional transformador de linguagens?

Trocando em miúdos, uma linguagem [1] é tudo que serve à expressão de idéias; então editar ou produzir editorialmente é utilizar-se das diferentes linguagens (escrita, oral, audiovisual, fotográfica, sonora) para elaborar diferentes produtos editoriais (livros, revistas, jornais, histórias em quadrinhos, calendários, embalagens, manuais, relatórios empresariais, jogos educacionais, documentários, websites, portais, hotsites, blogs, animações, vídeos, CD-ROM, CD de música, entre outros), não esquecendo que mesmo os produtos mais tradicionais como livros, revistas e jornais também são editáveis em diferentes mídias. Isto vale para os ebooks, áudio-livros, dvdbooks, podcasts.

E qual é o comando que faz essas escolhas? É a capacidade de hierarquizar as informações, de dar unidade ao conjunto da obra, de selecionar imagens e padrões visuais que estimulem o leitor (de texto, de imagem e de som também).

O campo de trabalho para este profissional está cada vez mais amplificado. Das editoras consideradas “tradicionais” que produzem livros impressos às produtoras de conteúdos para a internet, passando pelas empresas que se utilizam de produtos editoriais no relacionamento com seus clientes, agências de comunicação e escritórios de multimídia. E graças às novas tecnologias, a produção editorial tem driblado a máxima de que o Brasil não é um país de leitores. E não é mesmo, mas tem melhorado seus índices: a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil [2], divulgada em 2008, realizada pelo Instituto Pró-Livro, aponta o índice de 3,7 livros lidos por leitor/ano, contra 1,8 livros lidos por leitor/ano, em 2000.

Apesar das novas mídias, o papel ainda é no Brasil e no mundo a forma mais utilizada de usar a palavra para promover o diálogo e a leitura, como meio de apropriação da cultura e aquisição do conhecimento. Ou seja, os livros impressos e todas as suas infinitas variações de gênero, estilo e forma, apresentam-se como um bom mercado de trabalho.

É ainda neste mercado que se encontram as grandes e médias editoras que acabam de mostrar sua capacidade de produção na 20ª Bienal Internacional do Livro, o maior evento do mercado editorial, ocorrido entre 14 e 24 de agosto de 2008, em São Paulo, que apresentou mais de 4 mil lançamentos e colocou à vendas 2 milhões de livros [3] . Mas o mercado também tem as pequenas editoras, empresas que segundo a Libre [4], produzem 1 mil e 200 novos títulos/ano e imprimem 2 milhões e 400 mil exemplares/ano.

O curso de Produção Editorial em Multimeios, da Universidade Anhembi Morumbi orgulha-se de formar profissionais aptos para atuarem neste mercado e nos mercados emergentes das novas mídias, fornecendo uma sólida base de conhecimentos teóricos e técnicos, estimulando a versatilidade que setor necessita.

Notas

  1. Segundo o Houaiss – Minidicionário da Língua Portuguesa, Editora Objetiva, 2001.
  2. A pesquisa na íntegra pode ser vista por meio do site: www.institutoprolivro.org.br
  3. Dados retirados do site da Feira. Disponível em: www.bienaldolivrosp.com.br Acesso em: 01 set 2008.
  4. Libre – Liga Brasileira de Editoras, com sede em São Paulo, constituída em 2002 por editores independentes.


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Maria José Rosolino é bacharel em Relações Publicas pela FAAP e em Jornalismo pela Cásper Líbero. É mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi. Há 15 anos atua no mercado editorial. Foi por 10 anos gerente de marketing da Editora Scipione. Neste período, cursou o PEC (Programa de Educação Continuada), em Administração de Marketing, da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Atualmente, além de sócia-proprietária do Escritório de Comunicação Mazé Rosolino, coordena os cursos de Produção Editorial e Fotografia da UAM onde também ministra aulas de marketing editorial. Participa ainda da Universidade do Livro como docente do curso de Marketing Editorial.

Contato: [email protected]
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